O segmento de Tecnologia da Informação tem sido impactado nos últimos anos por constantes transformações. Com a evolução proporcionada pela Inteligência Artificial (IA), os profissionais do setor precisam priorizar a melhoria contínua para alcançar resultados cada vez mais expressivos.
Um fator que reforça essa conjuntura é que os investimentos em inteligência artificial, em 2026, devem chegar a US$ 2,52 trilhões, expansão de 44% em comparação com 2025, de acordo com estimativas da consultoria Gartner.
Esse crescimento terá relação direta com investimentos em infraestrutura para o emprego de soluções de IA, abrangendo ambientes de processamento de dedicados e servidores otimizados. Com certeza, essa conjuntura mostra que a capacidade de entender, projetar, implementar e gerenciar soluções de inteligência artificial está na lista das habilidades fundamentais para o profissional de TI em 2026.
No Brasil, essa tendência se mostra ainda mais evidente pelo fato de o País ocupar a 58º lugar no ranking mundial de difusão de inteligência artificial, de acordo com a Microsoft. Esse cenário indica que os profissionais com um maior domínio sobre a IA terão mais chances de atingir uma posição de destaque no mercado.
Logicamente, é preciso ter um grande cuidado para utilizar a inteligência artificial de maneira ética e estratégica. Esse é um procedimento que não pode ser ignorado em hipótese alguma, porque o uso equivocado dessa tecnologia pode causar sérios danos em termos financeiros e de reputação.
Também está no grupo das habilidades fundamentais para o profissional de TI em 2026 o conhecimento em cibersegurança. A utilização cada vez maior da computação em nuvem, da Internet das Coisas (IoT) e de recursos de IA exige um grande foco nas melhores práticas de segurança da informação.
Sem dúvida, ter uma visão ampla sobre o funcionamento de ambientes de nuvem híbrida, de mecanismos de autenticação e de soluções ligadas à detecção de vulnerabilidades é um aspecto que contribui para um profissional atuar de maneira inteligente na área de proteção de dados.
Com a digitalização crescente da economia, as corporações precisam não apenas de recursos tecnológicos avançados, mas também de profissionais extremamente qualificados para manter os negócios menos sujeitos a incidentes cibernéticos.
E com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as organizações têm uma responsabilidade ainda maior na gestão das informações dos cidadãos. Esse é mais um motivo para contar com uma mão de obra altamente qualificada e capaz de enfrentar o cibercrime de forma ágil e eficaz.
Mas não basta ter um conhecimento técnico aprofundado para atingir um alto desempenho no setor de Tecnologia da Informação. Também é crucial apresentar uma grande capacidade de aprendizado e de se adaptar às novas tendências de maneira rápida.
Com as mudanças intensas provocadas principalmente pelo avanço tecnológico, é imprescindível ter foco em adquirir novos conhecimentos, buscar mais envolvimento com áreas de negócio e ter mais flexibilidade para conviver com novos cenários.
Ou seja, priorizar a evolução constante em termos pessoais e profissionais é, inegavelmente, uma das habilidades mais importantes para os que atuam no setor de TI. Sair da zona de conforto deixou de ser um diferencial e passou a ser uma obrigação.